À deriva
Ondulo pelos versos-mares,
nesta seduzente maresia
Poetizo.
Sob o sol evapora
uma poesia morna de mar,
no infinito, um horizonte espreguiça.
O náufrago mergulha o olhar
no poente sem fim
(n)um suspiro, a esperança estrela no céu...
Um coração puído de amores,
náufrago em suas escolhas,
restou-lhe a salobra maresia-saudade.
Desfigurada, uma poesia navega
nas retinas pasmas do cibers-olhos-leitores...
- Ela choca, ela inquieta, ela poetrixca.
A língua se enrosca
nos lilases corais de teus versos:
- Sonatas-sereias.
Deixo uma doce ilusão me inebriar
rodopio nos teus versos, à deriva,
entreondula minha poesia.
16.01.2012

1 comentários:
Esses poemas de maior fôlego mostram toda a sua poesia em versos diversos de sentidos os mais plenos. Um grande abraço. umpoetamigo@bol.com.br
Postar um comentário