segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

À deriva





À deriva


Ondulo pelos versos-mares,
nesta seduzente maresia
Poetizo.



Sob o sol evapora
uma poesia morna de mar,
no infinito, um horizonte espreguiça.



O náufrago mergulha o olhar
no poente sem fim
(n)um suspiro, a esperança estrela no céu...



Um coração puído de amores,
náufrago em suas escolhas,
restou-lhe a salobra maresia-saudade.



Desfigurada, uma poesia navega
nas retinas pasmas do cibers-olhos-leitores...
- Ela choca, ela inquieta, ela poetrixca.



A língua se enrosca
nos lilases corais de teus versos:
- Sonatas-sereias.



Deixo uma doce ilusão me inebriar
rodopio nos teus versos, à deriva,
entreondula minha poesia.




16.01.2012

1 comentários:

Anônimo disse...

Esses poemas de maior fôlego mostram toda a sua poesia em versos diversos de sentidos os mais plenos. Um grande abraço. umpoetamigo@bol.com.br