sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Não-Mãe



Não-Mãe


Um grito de criança rasga a tarde,
bonecas pasmas
sangram infância...

 
O silêncio,
a lágrima,
a ameaça... Vida tão inocente passa...

 
Mão de mãe -
pune       acusa      silencia -
consagra na pele matrofobia.


Voz de mãe -
humilha      denigre      ameaça -
ressoa no peito melódica farsa.


No choro contido
o menino implora:
- Sentido da vida?


Da infância leva marcas:
Palmadas
- Aplausos às alegrias perdidas...

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