quarta-feira, 13 de julho de 2011

sou



sou

lagarta
na própria trama
enclausurada

...

caracol
aprisionado
em rodamoinhos
 

...

bem-te-vi
sôfrego de saudade
em mal-te-ver
 

...

mulher
bastante em si:
ama e poetisa.

 

**
Relendo-me, decidi reescrever (o que outros chamariam também de lapidar-me) um poemeto que publicara em março de 2007, originalmente sem título. O porquê disto? Acredito que refazer-me é um ato do próprio compreender-se (o que não é lá tarefa tão fácil como se pinta). Leia o poema original clicando aqui.



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