Como poema, lugar-comungarei, é "interessante" (além de belo, mas de uma beleza sentida, pungente), além de bem feito, com uma construção que salta aos olhos pelo inusitado (especialmente em "o brilho do seu perfume afagava...", sem esquecer o verso-estrofe intermédio, de uma beleza também invulgar, apesar de aparentemente simples (valorizado pela posposição do verbo: ecoar nos olhos também é muito bom). E a boa marcha da poesia prossegue com "Saudade vapora desses ares, muito bem secundado por reticencias. Convém, para apontar um mínimo senão, que o eu-lírico, assim como nas coisas da realidade, não se deixe preencher, contudo, pela melancolia, embora cante uma saudade saudável (?), se é que alguma saudade o seja. Um bom poema, apenas com a nota melancólica transparecendo um traço persistente, talvez característico da poética a que se propõe, ao meu ver, minimamente, a notável autora, apta a voos di-versos e tão ou mais altos que o presente. Não pense que não gostei: gostei mesmo. É que me preocupa que a insistência na melancolia, por exemplo, deixe a prezada poetisa monotemática ou restrita em suas grandes potencialidades. É bom cantar a saudade, e aqui talvez seja eu que esteja sendo monotemático, me repetindo, mas alternar poemas alegres e menos felizes, se não faz a felicidade do poeta/poetisa, torna, a meu ver, a sua obra mais diversa, tomando-se a diversidade, evidentemente, como uma qualidade também desejável, além de outras já sobejamente conhecidas. Um grande abraço e felicidades!!! umpoetamigo@bol.com.br
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Como poema, lugar-comungarei, é "interessante" (além de belo, mas de uma beleza sentida, pungente), além de bem feito, com uma construção que salta aos olhos pelo inusitado (especialmente em "o brilho do seu perfume afagava...", sem esquecer o verso-estrofe intermédio, de uma beleza também invulgar, apesar de aparentemente simples (valorizado pela posposição do verbo: ecoar nos olhos também é muito bom). E a boa marcha da poesia prossegue com "Saudade vapora desses ares, muito bem secundado por reticencias. Convém, para apontar um mínimo senão, que o eu-lírico, assim como nas coisas da realidade, não se deixe preencher, contudo, pela melancolia, embora cante uma saudade saudável (?), se é que alguma saudade o seja. Um bom poema, apenas com a nota melancólica transparecendo um traço persistente, talvez característico da poética a que se propõe, ao meu ver, minimamente, a notável autora, apta a voos di-versos e tão ou mais altos que o presente. Não pense que não gostei: gostei mesmo. É que me preocupa que a insistência na melancolia, por exemplo, deixe a prezada poetisa monotemática ou restrita em suas grandes potencialidades. É bom cantar a saudade, e aqui talvez seja eu que esteja sendo monotemático, me repetindo, mas alternar poemas alegres e menos felizes, se não faz a felicidade do poeta/poetisa, torna, a meu ver, a sua obra mais diversa, tomando-se a diversidade, evidentemente, como uma qualidade também desejável, além de outras já sobejamente conhecidas. Um grande abraço e felicidades!!! umpoetamigo@bol.com.br
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