terça-feira, 16 de dezembro de 2008



Por aqui tem chovido muito ultimamente. A chuva me deixa com cheiro de saudade. Fico lembrando das coisas que passaram e seus (des)sabores... E fica mais claro o Tempo que passa, ora sutil e doce, ora impiedoso e negro...
A inspiração também parece que pede silêncio, então os versos adormecem em algum lugar aqui dentro (só não sei onde). Calada diante do mundo, sou uma pequena engrenagem que ainda tem dúvidas sobre sua funcionalidade. Mas fico aqui, girando também, ouvindo o ruir dos graves motores, contemplando as pessoas que passam apressadas nas ruas escurecidas e mornas de chuva de verão...
Vez e outra um bem-te-vi me chama, é como se eu acordasse desse sonho circular. Bem-te-vi. Saio de um estado de transe. Bem-te-vi. Respiro fundo diante da rotina. Bem-te-vi. Sinto como se um perfume de haicai adentrasse meu peito. Bem-te-vi. Floresço botões de cerejeiras. Bem-te-vi. Num róseo doce, pinto meus olhos de azul... num cantinho, uma nuvem faceira sorri...



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